segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Templicidade


Tempo, vigoroso tempo
Templo temperado
Tens em ti tudo errado
Tempo mesquinho
Que me rouba as alegrias
Que leva-me o encanto
Tempo, torturoso tempo
Crias em mim
Imagem de ti
Inconsolação infindável
Tome de mim
O gosto pela rima
A escuridão dos montes
A divisibilidade das estrelas

Tempo. Tempo
Não sabes o quanto me toma
Não crês em mais nada
Não suporta mais a caminhada
Tempo, incontrolavel tempo
Temporado desamado
Templo escaldado
Cerca-me em calvo espaço
Estende-se em pedaços
Reintere o escaço
Há de friesas esquentar
Há que meu tempo venha a chegar
Com voz refringente chamará
Ouvirei e hei de me calar

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