segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Desfeixo


Vejo pessoas
Garrafas
Baratas que andam por seus corpos
Seus copos
Vazios
Todos a contemplar
Mas o quê?
O negro?
O escrúpulo?
Nada mais lhes importa
O que querem é:
Viver? Ou não viver?
Morrer? Ou apenas esquecer?

Nada mais importa
Tudo se foi a uma torta

Mas o que haverá lá?

Nada, apenas uma lua vermelha em sangue
Apenas um peito aberto em pranto
Nada de importante
Ninguém olha, já não se importam
É rotina, simples e normal

Mas por quê?

ninguém!

2 comentários:

juca disse...

Esse poema é tão profundo.
Tem tantas coisas nele que não dá para absorver tudo na primeira vez que se lê. Adorei! =]

PS: Não comentei em seus últimos poemas por falta do que dizer, e se repetisse "adorei" e "que bonito" em todos talvez você não me levasse a sério xD

Úrsula Avner disse...

Pensamentos profundos, rflexivos ! Bjs.