sábado, 4 de abril de 2009

Cidade singela


A cidade está dormindo
A única coisa que se pode ouvir
É o ronronar das varandas
O vento sordido que toca o concreto
As frias mulatas que se expõem a rua
Os veus negros que se dissolvem em grito

Nada além do semblante
Nada além de vermelhas poças
Um mundo eterno em defronte

2 comentários:

juca disse...

Visualizei a imagem de uma cidadezinha do interior lendo esse poema.
Quando foi que você escreveu ele? =]

Úrsula Avner disse...

Olá cara escritora, fiz um passeio pelo seu blog e gostei muito do que li. Já deu para perceber sua sensibilidade e delicadeza poéticas em versos alinhados e lindos ! Bom te encontrar por aqui também, além de compartilharmos o espaço do Recanto das Letras. Obrigada pelo carinho da sua visita e comentário. Volte sempre ! Com meu carinho.