sexta-feira, 29 de maio de 2009

Desgastado


É-se necessário falar do mundo e não de nós!
Faz-se urgente a abordagem da realidade!
É-se repugnante o tratamento com o proletário!
É-se desgastante o vento no encouraçado!

Façam-me algo
Que não venha a me glorificar.
Façam-me algo
Que não me deixe quietar.

Quero ouvir de ti:
O que tem lá fora?
Por que tenho de estar trancado essa hora?
Ainda não é noite e já me recolho...
Diga-me por quê?
Quero andar pela rua,
Poder, quem sabe, olhar as estrelas;
Mas não,
Me recolho pois lá fora já não são mais os bons que mandam
.

Um comentário:

juca disse...

O final desse poema ficou tão legal...