quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lívida


Ai cabeça

Ai cabeça
Lembra, lembra
Onde deixaste o gosto
Onde deixaste o gesto
As palavras de amor
Sei que estão aí escondidas
Por que não saem
Quando as quero tanto pronunciar
São tão belas e verdadeiras
Venham, venham
Me ajudem agora
Quero gritar para ela
Levar-te rosas, encantar sua juventude
Venham, venham
Quero sussurrar-lhe ao pé do ouvido
Mas vós magenstosas não vem
Me condenam
Me despresam
Restam me apenas palavras rudes
Que ordenadas se destroem
E destroem qualquer sentimento
Que vocês majestosas poderiam cativar
Essas outras me comem
Como podem sacanear tanto alguém que ama!

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