Dialogo em delírio
Deitada sobre a cama
Belos peitos que desprovidamente se mostram
Entreabertos lábios palpejam sob formas
Inconsciente se desdobra
Não puderas tu ser menos bela?
Para dar-me menos trabalho fechando a janela
Para que outros de supetão não a contemple
Não a seus lábios tente
Para que não queiram o que só a mim pertence
lábios entreabertos
Que me chamam carentes
A pedir beijos ardentes
Que entre dente e repente não queiram ser mente
E sim contente
Para que em momento repente não se mostre ausente
De dadas farturas citadas
De dadas mãos encontradas
Apenas pare, me contemple
Pois quando abrira os olhos fui eu que aqui estive
Mesmo que desse estar no entrave
Fiquei aqui para tocar tal iluminada face
Que não só aos olhos esbanjava
Como agora toca minha mão
Talvez me queira junto ao chão
A seu lado quando partir
Em um canto para sorrir
Entenda, em encanto, sutileza me perdi perante a beleza
Que me devora ao sorrir
De um caminho que tracei
E esqueci-me que torci
Para ver-te nesse estado
E roubar o amor de teu peito meu amado!
Nenhum comentário:
Postar um comentário