quarta-feira, 17 de março de 2010

sonetos: sonhos de vento

Uma escada turva e sintética
Não alcança onde deveria
o andar de cima

o que todos gostariam
o que todos sempre complicam
o andar de sima
o sonho para quem
o pode ter
o desencontro de que não vê chover

de lá poderia melhor ver a lua
e quem sabe o sonho dos outros
os meus perdi, junto com minha mala e travesura

no caderno novo que ganhei só se encontram versos
sem sentido, sem um desejo definido
no diario que um dia escrevi
haviam sonhos, não os meus, mas os de quem escrevia
ora seus, ora deles
os quais bem presentes
que um dia já foram mente
que se realizaram mas não no andar de cima

lá ninguém chega,
a não ser que se termine a escada
mas é arriscado todos os sonhos, me disseram

Estão lá trancados.

Nenhum comentário: