quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pé de vento


Ele veio soprar minha janela
Como quem não quer nada
Bateu na vidraça
Arremeçou três pedrinhas esperado que eu acordasse
Não respondi
Resolveu então bater a porta quem sabe ouvisse
Mas sutil, como que não querendo encomodar
Bateu levemente três vezes
Achei ter ouvido alguma coisa
Ele veio soprar minha janela
Como quem não quer nada
Bateu na vidraça
Arremessou três pedrinhas esperado que eu acordasse
Não respondi
Resolveu então bater a porta quem sabe ouvisse
Mas sutil, como que não querendo incomodar
Bateu levemente três vezes
Achei ter ouvido alguma coisa
Mas não tive certeza deixei quieto
Tentou então verificar a porta dos fundos
Para ver se eu não estava na cozinha
Tive a impressão de ver um vulto
E sai correndo, assustei-me com aquilo
Ele então rondou a casa
Tentando de alguma forma me fazer perceber
Não respondi
Ele se afastou deu um tempo
Resolveu então que mandaria uma carta
Nada de muito extravagante
Apenas um "estou aqui"
Ignorei, não sabia o que era, não entendia direito
Voltou tocou tocar a campainha
Mas com medo não abri
Quando um dia
Chegou batendo panela, fazendo zuada
Quis ser sutil e não pecebi
Pedira permissão para entrar e não deixei
Quando vi já estava dentro de casa,
Mais acomodado que parente chato
Não era chato
Era lindo
Como demorei tanto tempo
Para deixar-te entrar!
Ou perceber que já havia entrado?
Era isso
O Amor quem me batia a janela
Quando mergulhei nos olhos teus

Um comentário:

A. disse...

esse amor é levado.
ele quer porque quer ser percebido e apropriado.
vai ver...ele tem razão.
temos que abraçar algumas possibilidades do tempo presente.